COMPARTILHANDO FATOS, IDÉIAS E VIDA ENQUANTO CAMINHAMOS

23/11/2009

PERDÃO PARA HOJE…

Você quer perdoar?

Então decida.

Perdão é uma decisão.

Você quer perdoar?...

Então, ao decidir, decida também matar os temas como ilustração para sempre...

Se você diz que perdoou apenas porque aceitou o culpado, mas lembra a ele de seu erro sempre que ele erre, então, você não o perdoou, apenas o seqüestrou a você.

O perdão não tira a nossa memória dos fatos, mas tira a emoção deles, e, além disso, mata o fato/passado como argumento para a vida contra a pessoa.

Ninguém é obrigado a ficar com ninguém mesmo depois de perdoar o ofensor...

Aliás, até para que duas pessoas se separem é essencial que se perdoem...

No entanto, se decidem continuar perdoadamente juntos, então, que o tema da ofensa não volte nunca mais...

Cada ofensa é uma ofensa... Quem perdoa lida com cada uma, não com o montante das ofensas, pois, se a cada nova ofensa tudo voltar..., é porque perdão nunca houve.

Jesus mandou perdoar até 70X7 o mesmo individuo em um só dia... Mas a cada perdão não se deve trazer a multidão dos outros para o encontro com a verdade... Ou, então, melhor é não dizer que se perdoou...

O grande desafio do perdão é desistir da ofensa do outro como direito nosso contra ele!

Quem perdoa não perde a memória, mas desiste do direito de acusar ou de reter a memória como raiva ou crédito...

Por isto o perdão é um ato de fé e não de emoção...

Pela emoção ninguém perdoa ninguém...

Somente pela fé que antes olha para o próprio perdão que se recebe de Deus todos os dias..., é que alguém pode praticar o perdão como decisão de graça e como privilégio...

Se perdoar não se tornar um privilégio..., creia: ninguém perdoa.

Somente quem diz de verdade "é meu privilégio perdoar"... é que de fato perdoa de modo perdoado mesmo...

Mas enquanto perdoar é um fardo e uma obrigação, todo perdão será apenas sacrifício...

Perdão é vida quando se torna privilégio em fé!

Pense nisso!

 
 

Nele, que me perdoa,

 
 

Caio

5 de setembro de 2009 - Lago Norte/Brasília/DF


 

Leituras:

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19/11/2009

ANDAMENTO DA MISSÃO PEQUENINOS NA NIGÉRIA

Amigos e Irmãos queridos, envolvidos com a Missão aos Pequeninos na Nigéria: Toda Paz em cada Lar!
Gente, após o último PAPO DE GRAÇA, onde o Caio foi apelativo em relação à necessidade urgente de levantar fundos para realizar a viagem, recebemos mais alguns poucos depósitos, porém alguns foram substanciais, e outros, foram prometidos para DEZEMBRO.




Temos agora em torno de 45.000,00, pois os valores acima se juntaram ou juntarão ao último saldo, do dia 13:



Pequeninos da Nigéria: R$ 33.117,80



Com tais valores já conseguimos:



Enviar para o prelo de publicação o livro demonstrado em anexo: fizemos um prefácio específico Brasil - África, incluímos dicas de interpretação bíblica e os quatro Evangelhos. Tudo em Inglês. O editor gostou muito do material e já nos avisou que pretende publicá-lo bilíngüe, posteriormente.

Compramos 7 passagens aéreas Rio de Janeiro - Lagos (NIG), com ida dia 01 de Janeiro e volta dia 19. Não gostaríamos de viajar exatamente na virada de ano por causa das famílias, contudo, os valores para esse dia eram bem menores do que o valor médio dessa viagem.

Encaminharemos agora para publicação o livro infantil, com ilustrações e todas as passagens onde JESUS interage com crianças.

Resta ainda a gravação em inglês de uma entrevista com meu colega neurologista (negro) sobre as ocorrências naturais da infância relacionadas a doenças do sono (terror noturno), comportamento, crises convulsivas, hipoglicemias, etc. Vamos fazer quantos DVDs conseguirmos dessa entrevista, que ficará lá de posse das ONGs atuantes.



Há muitas dificuldades preliminares: precisamos de uma carta-convite institucional de lá; precisamos de uma autorização para livre pregação "religiosa" junto ao Ministério de Assuntos Internos de Abuja, capital nigeriana, alguns de nós estão atualizando passaportes e outros estão trabalhando dobrado para abrir esse parêntese no calendário.

Um encontro semana que vem em Londres entre o "Caminho" e a ONG "Stepping Stones Nigéria" decidirá se teremos apoio logístico deles ou se estaremos mesmo completamente sozinhos. Os ingleses estão abertos e felizes com nossa voluntariedade. Os nigerianos da ONG desconfiados e preocupados com o tipo de trabalho a ser realizado. Todos se encontraram semana próxima.



Peço, portanto, a oração intercessória de todos vocês. Por favor. Divulguem também... Para que outros se juntem à assistência. Pois só com as passagens, gastamos quase 70% desse valor.



Orem por nossas famílias, por nossa saúde, pela viagem, pelo suprimento financeiro, pelas crianças nigerianas e pela ação do Espírito durante esses dias que virão!



"Não vos preocupeis com o que haveis de dizer!" (Jesus)



Na mesma Graça,



Marcelo

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16/11/2009

MELHOR SABE DA GRAÇA QUEM MELHOR SABE DA QUEDA!


Paulo disse que onde abundou o pecado superabundou a Graça. Jesus disse que a pecadora que invadira o jantar que lhe fora oferecido por Simão, o fariseu, e que se jogara diante Dele... beijando-lhe os pés e enxugando-os com seus próprios cabelos... amava mais porque muito mais se sabia perdoada que a maioria naquele lugar—na casa de Simão o fariseu.

A mulher conhecia o pecado como pratica observável no comportamento externo e suas conseqüências interiores... no ser.

Paulo, todavia, sentia igual ou maior gratidão, sem ter jamais feito nada que aos sentidos exteriores pudesse ser reprovado.

"Eu sou o principal pecador"—disse ele.

É neste ponto que o entendimento cristão das coisas se confunde. Tem gente que pensa que conhece o pecado porque odeia os pecadores.

Tem gente que pensa que conhece o pecado porque já pecou muito os pecados que são odiados pelos que julgam saber o que é pecado.

Paulo sabia o que era pecado sem poder ser acusado de nenhum ato ignominioso.

Por que?

Leia Romanos 7 e veja como ele se enxergava.

Ao final daquele exercício de auto-percepção o grito dele é terrível: Desventurado homem que sou!

Romanos 7 é a versão existencial do livro de Eclesiastes.

Assim como o Eclesiastes tira Deus da vida para que se possa enxergar a vacuidade da existência, assim também Paulo retira a Deus do ser para que se possa enxergar a doença essencial do pecado que habita em mim.

Hoje um amigo que já está casado há mais de trinta anos me disse que casou virgem e que nunca jamais conheceu outra mulher...mas somente a sua esposa.

Fiquei olhando para ele e pensando nisto que agora escrevo.

Por que?

Porque ele é um homem cheio de Graça e misericórdia... apesar de não ter jamais tido que sentir externamente o seu próprio pecar como conduta ou agravo exterior... ou como juízo ou julgamento.

Eu conheço o meu pecado como a pecadora que beijava os pés de Jesus e como Paulo, que se sabia o "principal".

Entretanto, fico mais que feliz sempre que encontro gente que não precisou se arrebentar do lado de fora a fim de se enxergar do lado de dentro.

Afinal, se pecar trouxesse auto-revelação, nós, cristãos, estaríamos iluminados... pois não fazemos outra coisa... especialmente quando julgamos os demais.

Consciência de pecado é revelação.

Sem essa revelação você não discerne quem é... e sem tal percepção você jamais saberá o significado da Graça para você.

O melhor de tudo é que isto prescinde de ter que quebrar a cara... basta quebrar e quebrantar o coração.

Assim, todo santo tem que se saber profundamente pecador.. .e todo pecador alcançado pela Graça se saberá cada vez mais pecador.

E isto tudo acontece sem culpose e sem neurose.

A revelação não adoece a alma.

Paulo podia saber do pecado sem ter que pecar como exercício cotidiano de anti-vida.

Mas quem não se enche de misericórdia, freqüentemente tem que quebrar a cara para se enxergar... não que sempre que assim seja, seja porque assim é....há outras razões boas para o ser que é vitimado pela dor de sua própria transgressão.

O que importa é que a Graça jamais seja vã em nossa vida.

E que esse entendimento nos torne misericordiosos.

Assim como Deus em Cristo vos perdoou, assim também perdoai vós.

Era assim que Paulo via as coisas.



Nele,



Caio

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12/11/2009

Nascido para vencer

Aposentado das competições, Jojó de Olivença aposta no surf como instrumento de educação -PROJETO ONDAS
Por Ana Patricia Pacheco em 10/11/09 17:33 GMT-03:00

"Quais os tipos de ondas que vão sobrar para nossos filhos e netos?". Essa pergunta foi feita por Jocélio de Jesus, ou simplesmente Jojó de Olivença, 42 anos e uma das maiores referências do surf mundial.

Para ele, a proposta de vida é a de utilizar o surf como instrumento para a educação, ensinando jovens a domar as ondas, a amar o esporte e respeitar a natureza.

Atleta de Deus, diz que teve a vida transformada, salvo das drogas e das influências que o levaram a duvidar de que a felicidade existe. Mas diz não aos mega investimentos que propõem agredir a Mata Atlântica.

Na década de 80, embalado pelos hits da época, como "Menino do Rio", Jojó descobriu sua vocação. Começou a surfar aos 11 anos. No início as pranchas eram emprestadas, até que um grupo de amigos resolveu fazer uma "vaquinha" e comprar uma prancha para ele.
O baiano, acostumado a domar as ondas das praias do Backdoor e da Batuba, em Olivença, rapidamente conquistou os mais diferentes picos do mundo.

"Quem me conhece e acompanhou minha trajetória, sabe muito bem como na década de 80 o surf era bastante movimentado, promovendo eventos de cunho nacional e projetando atletas para o Brasil e para o mundo. Tudo era muito simples e tínhamos pessoas apaixonadas pelo surf. Lembro da Pizzaria Castelinho e Freitas Turismo, que sempre ajudavam com patrocínios, entre outros do comércio local e, inclusive, a prefeitura", relembrou Jojó.

Quase 10 anos depois Jojó ganhou o mundo. Foi bicampeão brasileiro profissional em 1988 e 92, vice em 93, ano em que também foi campeão paulista e ingressou no World Tour, que reúne a elite mundial, sendo top por cinco anos sem tentar a reclassificação pelo WQS.

Também foi top 16 do Super Surf durante vários anos. O atleta resolveu se aposentar das grandes competições, mas continua mais ativo do que nunca.

Ele fundou a ONG Projeto Ondas, Surf & Cidadania que oferece uma oportunidade para cerca de 50 crianças e adolescentes de 8 a 14 anos de idade de mudarem de vida e construírem um futuro através do surf. O projeto é desenvolvido na cidade do Guarujá, São Paulo, onde Jojó mora com a família.

Por esta missão, Jojó de Olivença conquistou fãs e admiradores por todo o mundo. Respeitado pelas suas ações, não esconde seu amor pelo Sul da Bahia. "Nunca esqueci de minha infância e adolescência, vivendo atrás dos portões da simplicidade, entre ondas boas e 'ruins', até que encontrei em Jesus o complemento que faltava para felicidade plena", afirmou Jojó.

A sua preocupação com a natureza também é marcante. Ele está preocupado com os rumos que Ilhéus vem tomando quando anuncia a destruição de ecossistemas em detrimento de empreendimentos que querem destruir nosso maior bem, como a instalação de um complexo intermodal na Ponta da Tulha, uma das regiões rica em mata atlântica da região e onde jovens também aprendem a surfar.

"Eu era desprovido de todos os recursos de informação e tecnologia porque era de família humilde. No entanto, desfrutava do maior patrimônio que tinha. Da natureza tirava tudo que precisava: alimento e muita diversão. Creio que esta foi uma base importante para formação do meu caráter e personalidade. Não tive pai presente, mas tive alguns amigos e o melhor deles foi a próprio contato com a natureza e isto me fez uma pessoa mais humilde. Compreendo que todos nós somos parte de um sistema divino inseparável: Deus, homem, natureza. No entanto, os olhos humanos estão matando a natureza e esquecemos que somos parte dela. Se ela morre, morreremos com ela!!!".

Jojó vê com bons olhos investimentos que tornem Ilhéus conhecida e que dêem espaço para o esporte em geral. "Adorei a idéia de a região sediar um evento tão importante como o Mahalo Pan Surfing Games & Music. Na minha humilde opinião, todo investimento para o esporte é bom e bem-vindo, entretanto, é preciso visualizar um pouco além do glamour momentâneo e daqueles beneficiados direto e indiretamente por quantias monetárias que não são bens duráveis. Que tipo de desenvolvimento trará esse tipo de empresa? Será desenvolvimento sustentável? Pensem nisso! O que gostaria é que todos refletissem sobre o fato da nossa ingenuidade imatura, cega e estúpida quando dropamos qualquer onda sem avaliar os riscos e suas conseqüências", desabafou o campeão.

"Que Deus abençoe a todos e inspire nossos governantes a agir com muita coerência e que exerçam suas funções com excelência e não legislem em causa própria", conclui Jojó.

Matérias originais:

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10/11/2009

CONSTANTINO, LACTÂNCIO E O CRISTIANISMO IRREFORMÁVEL...

Depois da Era Apostólica Original, a comunidade mais ampla dos discípulos que permaneciam fiéis à Palavra dos Apóstolos já mortos, estava cansada...; e as coisas somente pioravam...

Já tinham passado por dez grandes perseguições gerais, muitas outras em regiões especificas, e infindas de natureza individual e pessoal.

Os Apóstolos haviam dito que "o tempo estava próximo"; mas eles próprios haviam partido e o Senhor não voltava...

Enquanto isto [...] não sabiam se ficavam nas cidades ou se buscavam refugio nos montes, covas, florestas, regiões distantes, em cidades subterrâneas, ou nos infindos túneis que cavaram [...], como ainda hoje se vê em muitos lugares, especialmente na Capadócia, na Turquia.

Aos olhos deles todas as predições de Jesus e dos Apóstolos estavam já cumpridas, pois, tudo o que tinham visto nos últimos 280 anos eram guerra e rumores de guerra, revoluções, terremotos, vulcões poderosos e devastadores, pragas, mortes em quantidade impensável, pestes chacinadoras, como nos dias do Imperador Décio; além de que não lhes faltaram [de Nero em diante] inúmeros candidatos perfeitos ao posto de Besta e de Anti-Cristo na Roma/Babilônia, na Grande Meretriz, na Cidade das Sete Colinas.

Entretanto, apesar de tudo, quanto mais sofriam, mais cresciam e se espalhavam; de modo que a perseguição sempre foi o maior espalhador das sementes do Evangelho pelo mundo, desde o tempo dos Imperadores Romanos.

Todavia, o Senhor não voltava...; as perseguições não cessavam; e nem o Império se convertia...

Foi nesse tempo de cansaço de esperança, porém de crescimento pela perseguição, que surgiu o Imperador Constantino.

O Império estava divido, enfraquecido, invadido, somente se impunha pela força dos mercenários e das expansões feitas pela brutalidade; enquanto Roma sucumbia à devassidão, à lassidão, à volúpia, a dês-humanização...

Do mesmo que o Império estava enfraquecido [...] seus deuses também estavam; posto que não impedissem as invasões bárbaras; nem as rebeliões de escravos; nem as revoltas das nações conquistadas; nem os terremotos, nem as pragas, nem os vulcões, nem dassem aos romanos nada que não fosse por eles tomado no saque que faziam às nações que submetiam..., ainda que nunca definitivamente...

O Senhor não voltava, mas Constantino aparecera... Aleluia!... Gritavam os crentes!

Metido na sua corte, como seu escriba, estava um cristão chamado Lactâncio. Foi Lactâncio o "profeta" de Constantino, sim, pois foi dele a interpretação de que o meteoro caído diante deles antes do ataque a Roma, para tomar o poder, era um sinal de Jesus de que Constantino era o "escolhido", o "cristo da história", o Imperador que, pela espada, imporia o Reino de Deus, ainda que a proposta fosse a de que o império romano de Constantino não teria fim, sendo uma espécie de "reino davídico dos cristãos" — o que se tornou realidade/engano pelo fato de que a Igreja Católica Apostólica Romana é a Roma de Constantino viva até aos dias de hoje...

Lactâncio teve um papel fundamental na construção do Constantino Décimo Terceiro Apóstolo de Jesus, o apóstolo imperador, o apóstolo da espada, o apóstolo das glórias terrenas e da Igreja Triunfante na Terra, não nos céus.

Foi de Lactâncio a inspiração de que o "tamanho da igreja e sua presença em todo o império", seria de grande valor político para Constantino. Foi dele a idéia de colocar a chamada Cruz de Constantino como novo Emblema do Império, substituindo a Águia.

Também foi dele a idéia de fazer da fé em Jesus uma Religião Oficial no Império. Sim, o escriba Lactâncio foi um cristão cansado de ser perseguido, e que estava próximo demais do poder para não tentar influenciar em nome de Jesus...

Ora, Lactâncio começou apenas buscando mais tolerância para os cristãos [...], mas depois de um tempo suscitou no Imperador a certeza política de que o grupo dos escravos amantes de Jesus era a melhor base de apoio que ele poderia ter no Império, dado ao tamanho e à capilaridade da igreja dos discípulos de Jesus.

Foi dele também a idéia de que o Imperador agradaria aos cristãos construindo Basílicas nos lugares mais históricos para a fé dos cristãos...

Ele foi a peça fundamental também na construção dos elos entre o Imperador e os bispos das igrejas locais, ainda escondidas e intimidadas.

Da noite para o dia os bispos viravam eminências pardas.

Depois Constantino aprendeu a andar com as próprias pernas, manobrando os bispos na medida em que lhes dava poder...

Foi por tal poder que o antigo crescimento dos cristãos se perdeu, virando inchaço e adesão... Logo surgiram os sincretismos... A seguir a bruxaria tomou conta em nome de Jesus, de um lado; e, de outro lado, surgiram os eruditos oficiais dos ditos de Deus, os teólogos; tudo sob o patrocínio do Imperador.

Constantino continuou matando e sendo inclemente com muitos... Foi ele quem primeiro invocou em "nome de Jesus" o principio diabólico
da guerra santa e da igreja de espada na mão.

As raízes do Cristianismo Constantiniano [aliás, o único Cristianismo, posto que Jesus nunca tenha fundado nenhuma religião ou Cristianismo] — determinam até hoje quase tudo aquilo que a "igreja" chama de "Deus", de "Jesus", de "Igreja", de "Doutrina", de "Poder", de "Estado", de "Direito", de "Ciência Teológica"; e está presente em todas as formas de governo e disciplina na "Igreja".

Ora, como Jesus não voltara, mas Constantino aparecera como um ladrão de noite, os crentes logo celebraram a vitória de Constantino como uma manifestação da vinda do Senhor de forma diferente; como reino glorioso feito pelo poder de um império de trevas...

Em menos de trinta anos um grupo de milhões de discípulos de Jesus, que viviam de modo singelo e hebreu no caminhar, se tornou o poder dominante de um Império, do maior de todos os Impérios, do Império Romano; e, assim, sem pestanejar, reinterpretaram Jesus e a Sua vinda; e celebraram o reino de Deus nas garras da Meretriz Oportunista, que agora apenas dava aos famintos a chance de transformarem pedras em pães, de pularem do Pináculo do Templo com a escolta de anjos imperiais, em troca de darem apenas apoio político ao Imperador, enquanto eles, a agora não mais Igreja, mas apenas "igreja" [...], ganhavam todos os reinos deste mundo...

Praticamente ninguém mais conseguiu ser cristão sem levar alguma marca da Besta Constantiniana; sim, seja nos temas da vida; na idéia acerca de quem é Deus; ou acerca da Trindade [esquartejada em Nicéia]; ou da noção de influencia do Reino de Deus neste mundo; ou de guerra santa e justa; ou de evangelização; ou de teologia; ou de credo; ou de modo de governo; ou de importância humana e histórica; e de um monte de outras coisas... — que não nos tenham vindo como herança de Constantino; e que influenciaram toda a "Cristandade"; e que deram forma ao Cristianismo, que fizeram uma Dieta no Protestantismo, mas que nele não perderam o DNA; e que hoje estão revividas com todas as forças entre os Evangélicos, todos eles, mas especialmente entre os Neo-Pentecostais.

Hoje Constantino tem no Brasil a cara de um Macedino!...

Constantino é o Pai do Cristianismo!...

O Católico, ou Universal em Constantino, não são termos que têm o sentido da catolicidade e da universalidade do espírito de tais termos conforme o espírito do Evangelho.

Católico e Universal em Constantino são termos que significam exatamente aquilo que os termos Católico e Universal se tornaram no Cristianismo...

Sim, Constantino é o Pai do Cristianismo!... Somente ele; e Jesus esteve fora...; sempre...

Jesus esteve presente [...] como apenas sempre apenas nos corações [...]; mas nada teve a ver com toda a História da Igreja [...] de Constantino para cá.

Jesus teve a ver com a história de milhões de pessoas, mas não com a História da Igreja de Constantino, que é todo o Cristianismo, especialmente em sua manifestação ocidental, ainda que o fenômeno tenha sido "católico" em sua influencia "universal" do reino imperial de "Deus"...

Esta é a razão de a "igreja" ser tão diferente de Jesus e tão semelhante a Constantino.

Sim, pois o espírito do Cristianismo sempre foi e será "romano" em seu DNA; e tal espírito é anticristo em relação ao Evangelho de Jesus.

Somente o diabo faz de conta que não foi e não seja assim!

Sim, mano, olhe no espelho e veja que você é a cara do Imperador Constantino; pois, se seu espírito é do Cristianismo, então, é de Constantino que você é filho!

É por esta razão que eu creio que o Cristianismo é irreformável...



Nele, em Quem não tenho nenhuma dúvida acerca do que disse acima,



Caio

10 de novembro de 2009

Lago Norte

Brasília

DF



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MISSÃO PEQUENINOS NA NIGÉRIA – Deles é o Reino!

Gente querida, paz e bem!
Para os que desejam contribuir financeiramente para o sustento do que desejamos fazer, seguem abaixo as contas bancárias que temos disponibilizado a fim de facilitar as contribuições.

Para depósitos no BRASIL:

BANCO BRADESCO
CAMINHO DA GRAÇA
ESTAÇÃO SANTOS
CNPJ: 08.389.524/0001-28
Agência: 2066-4
Conta: 23925-9

BANCO ITAÚ
MARTHA DALILA NOGUEIRA PACHECO
CPF: 738.123.746-68
Agência: 6892
Conta: 01361-3

CAIXA ECONÔMICA
FRANCISCO JOSÉ DE ANDRADA PACHECO
CPF: 776.903.116-87
Conta Poupança - 013
Agência: 4157
Conta: 00041851-7

Para depósitos no EXTERIOR:
WACHOVIA
CAMINHO DA GRACA ESTACAO FLORIDA INC
Nº: 2000029295166

Desde já, somos gratos por sua ajuda e apoio, na certeza de terem sido feitos com alegria e consciência.

Chico
Equipe Caminho Nações
www.caminhonacoes.blogspot.com

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06/11/2009

MOVIMENTO PELA REGENERAÇÃO DA IGREJA NA HISTÓRIA









Mensagem ministrada pelo Pr. Caio sobre este momento histórico.
[...]
Eu não creio em reformas!
Reformas dão formas às formas que existem – são novas formas. E essa forma de cristianismo que está aí foi uma invenção do imperador Constantino há 1700 anos. Não tem nada a ver com Jesus nem com o Novo Testamento, é uma construção humana.
Reformar isso aí? Para quê? Para que reformar aquilo que Jesus nem reconheceu como tendo relação com ele?


[...]

A questão é mais séria. É saber se aquele a quem nós mencionamos como Jesus – esse nome que evangélico usa assim de maneira babante o dia inteiro, sem significado –, se esse Jesus dos evangélicos tem alguma coisa a ver com o Jesus dos Evangelhos.

E a gente verifica que não! Que são entes diametralmente opostos! O Jesus da igreja não é nem primo do Jesus dos Evangelhos! É inimigo do Jesus dos Evangelhos de tão diferente dele que ele é.

A terminologia igreja define um cassino hoje em dia. E não o ajuntamento da piedade, do amor, da misericórdia, do carinho, da graça, da bondade.

O termo evangélico entre nós contradiz o que o sentido do termo evangélico define. Evangélico. No Novo Testamento, é uma expressão usada por Paulo escrevendo uma carta aos Filipenses, onde ele manda que lutemos juntos pela fé evangélica. No Novo Testamento, evangélico é aquilo que carrega a qualidade do Evangelho.

Portanto, hoje, a nossa volta, quando vemos esse termo sendo usado de uma maneira abusiva... tudo é evangélico, todos são evangélicos! Agora só tem evangélico! E você fica vendo quem são os evangélicos. Eles são tudo, menos evangélicos! Porque não carregam nenhuma gota, nenhum sereno do conteúdo do Evangelho em suas mentes, almas, decisões, sentimentos e compreensões.

Portanto, é outro estelionato, nem o termo dá para usar.

De fato, nós estamos vivendo dias dificílimos na história humana, muito mais difíceis do que aqueles que caracterizaram e marcaram os tempos da Reforma Protestante no século XVI.

O que se tinha então, à época, se repete hoje aqui com potencializações, com variedades temáticas e com implicações e desdobramentos que estão para além da nossa capacidade de compreender e de aceitar até algum tempo atrás. Mas hoje, essas coisas se transformaram em realidades insofismáveis a nossa volta, a tal ponto, que até o termo “igreja” já padece de definições, já não se pode mais falar em igreja assumindo que as pessoas saibam o que signifique.

Igreja é esse bazar de ofertas perversas e idolátricas que se constitui a nossa volta com todos os matizes. Até os grupos históricos já entraram nas ondas das doenças barganhantes neopentecostais. O que a gente tem à volta não é algo que possa ser enfrentado com uma reforma.

Re-formar o quê? Dá uma outra forma a essa coisa que está aí? Pode se dar a reforma que se quiser, não adiantará nada. Nós estamos diante da necessidade de Regeneração, de conversão, de esquecer que nós talvez tenhamos sido cristãos e voltarmos ao momento gênesis da nossa consciência e assumirmos uma reconversão profunda da consciência do Evangelho. Do contrário, pode se emoldurar como se quiser o que nós hoje chamemos igreja, porque ela terá apenas uma outra configuração, mas esses conteúdos que aí estão a tornam irredimível do jeito que ela está.

Por isso, não se pede de nós nem 95 teses, nem 50, nem 15, nem 26, nem 12, nem 13, é uma só.

A tese é o Evangelho, o resto é comentário.

O QUE É O EVANGELHO? O Evangelho é a certeza de que Deus estava em Cristo e reconciliando consigo mesmo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões e essa é uma decisão unilateral de Deus.

O QUE É O EVANGELHO? Se não o fato de que se nós o amamos, quem quer que de nós o ame, é porque Ele nos amou primeiro.

O QUE É O EVANGELHO? Se não a certeza de que não há barganhas a fazer com Deus e que está tudo consumado e pago! Que o grito definitivo “Tetelestai”, está pago, de Jesus na cruz cancelou todas as coisas, todas as culpas.

O QUE É O EVANGELHO? Se não a certeza de que o escrito de dívidas da lei de Moisés, lei moral, cerimonial, de qualquer outra natureza, foi cancelado inteiramente, encravado na Cruz. E com esse ato de Jesus, ele esvaziava os principados e as potestades de seu poder, triunfando sobre eles na Cruz.

O QUE É O EVANGELHO? Se não o fato real de todo aquele que crê em Jesus, por meio de Jesus alcança graça em plenitude absoluta, total! Graça que me justifica e que me salva, graça que me santifica, graça que me unge, graça que não só me torna aceitável diante de Deus sem barganhas a fazer, mas graça também que me capacita, me fortalece, me condiciona na justiça, me educando na verdade para que eu ande conforme o Evangelho.

O QUE É O EVANGELHO? Se não a maravilhosa notícia de que está tudo feito, porque se Deus não tivesse feito em meu lugar, não haveria nada que eu pudesse fazer que realizasse qualquer coisa em meu favor.

Ora, o Evangelho simplificadamente é isto!

E a convergência total e absoluta dele é para Jesus. A convergência do Evangelho não é nem para a Bíblia, não é nem para a Escritura, a convergência do Evangelho não é nem para a fé, a convergência do Evangelho é para Jesus. Porque fé sem Jesus não produz absolutamente nada, é fé na fé. Porque as Escrituras ou a Bíblia, sem Jesus é a mãe de todas as heresias, e a história do cristianismo é a prova disso. Porque as Escrituras lidas sem Jesus são um balaio de gato inconciliável, são a receita para a gadarenização psicológica da mente, é querer que as Escrituras se somem a Jesus, e que o pacote seja então a nossa fé. Não é!

A partir de Jesus ficamos sabendo de Jesus pelos Evangelhos, e pelos Evangelhos ficamos sabendo que Jesus é o cumprimento das profecias e aí, pelos Evangelhos e pelo cumprimento das profecias, ficamos também sabendo que o próprio Jesus expôs aos seus discípulos o que a seu respeito constava em todas as Escrituras. E vem Paulo e o escritor dos Hebreus nos dizem que quem tem Jesus tem toda a revelação de Deus, que Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade, Ele é o Verbo, Ele é a Palavra. Ele é a totalidade de todas as coisas, Nele, Jesus, estão ocultos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento.

Por isso, até as Escrituras estão relativizadas. O escritor de Hebreus nos diz que a quantidade imensa de textos das Antigas Escrituras eram sombras, tipos, arquétipos, simbolizações que caíram em caducidade ou em obsolescência diante da realização da encarnação da plenitude do Verbo de todas as coisas, da Palavra eterna que é Jesus.

Então, nem a Escritura me serve mais para ser o ponto de referência. Meu único ponto de referencia é Jesus. A partir de Jesus eu releio a Bíblia inteira, o que couber e ficar conforme o espírito de Jesus e do Evangelho permanece, o que se antagonizar ou se tornar infantil diante da realização e do cumprimento pleno de tudo já em Jesus é descartado.

Jesus é o centro.

A Reforma dizia: “Só as Escrituras, só Cristo, só a Graça, só a Fé”. É muito pilar! O pilar é um só. A pedra de esquina é uma só. É de Jesus que toda a Graça procede. Não precisa afirmar a graça ao lado de Cristo, sem Cristo não há graça. Graça é o favor imerecido, é o Cordeiro que foi imolado antes da fundação do mundo que é o precipitador e o mantenedor de toda a graça. De modo que não posso falar Cristo e graça. Sem Cristo não há graça, não posso dizer só Cristo mais a fé, sem Cristo não há fé. Não posso dizer só Cristo mais as Escrituras, a Escritura concorrendo com Jesus esquizofreniza a mente.

É só Jesus! A Escritura tem que ser lida a partir do Verbo encarnado.

Quando essa conclusão entra no nosso coração, há uma revelação que simplifica o olhar na vida e também radicaliza até as essências das nossas decisões. Aí não há mais barganhas a fazer, aí não dá mais para você ficar com conluios com o cristianismo.

O cristianismo, praticamente, nos ofereceu 1700 anos de bruxaria desde o imperador Constantino e não parou com a Reforma Protestante. A gente não pode ficar nem com o lado protestante do cristianismo, que nada mais é do que uma versão grega, polida, de um catolicismo que fez literalmente dieta, dieta de santos de gesso, de barro, disso e daquilo, mas que por seu turno dogmatizou sua própria eclesiologia e trouxe para dentro pacotes e mais pacotes, doutrinas humanas que aguaram o Evangelho e criaram absolutos que relativizam a Verdade insofismável da Palavra.

Por isso, o próprio protestantismo está sob juízo. E este movimento que a gente chama de evangélico, que é essa coisa, essa Hidra, essa besta de muitas cabeças, tem tudo! Menos o Evangelho. É uma logorréia do nome de Jesus, que baba como gorococo o nome de Jesus, mas não é o Evangelho.

O que se anuncia é o anti-evangelho! O que se anuncia hoje dentro das igrejas é pura macumba. O Deus que está instaurado é Mamon.

O altar é aquele no qual a gente só se ajoelha com expectativa de receber alguma coisa diante de Deus se puser grana, se participar das campanhas, todas elas baseadas na obsolescência do Velho Testamento. Aí tem que ser baseado em Gideão, em Sansão, em Jefté, nos juízes, na pancadaria, na maldição, porque no espírito do Novo Testamento eles sabem que não dá para sobreviver com isso que eles chamam de igreja.

É por isso meus amigos que na parte que me diz respeito, com companhia ou sem companhia, essa é a minha trajetória que não está começando agora. Desde 94 que eu orava e pedia a Deus que me livrasse do meio evangélico, que para mim já me tornara insuportável, não “convivível”. Daí eu ter reduzido as minhas amizades a tão pouca gente... No mais não dava. Se não dava em 94 para mim, quando eu era presidente da Associação Evangélica Brasileira, quando eu ainda mantia os ecos de uma esperança que falia dentro de mim, quanto mais hoje.

Estou definitivamente rompido com isso, para poder estar definitivamente casado com o Evangelho. Não há barganhas a fazer com a igreja evangélica, nem com o movimento neopentecostal, não há barganhas a fazer com o puritanismo presbiteriano que também nega a graça e se apresenta com carteira de identidade de boa conduta e de purismo de interior hipócrita. Não há barganhas a fazer com o cristianismo, com a sua hiper valorização ideológica política, com seu culto aos bens, ao poder, ao status.

Não há barganhas a fazer com aqueles que ficam em cima do muro, anunciando de modo politicamente correto o Evangelho destes púlpitos de oráculos magificados pela superstição e pela paganidade da nossa religião de infantes perdidos, não dá! Para mim não dá mais!

Quem quiser e achar, e julgar, e crer que esse caminho é um caminho puro e simples do Evangelho, eu sou irmão de todo aquele que andar nessa vereda.

Agora, não me associo, não participo, não admito conluios, não creio que seja Evangelho o que se diz com o nome de Evangelho. Não creio que se esteja pregando a Jesus quando se fala o nome de Jesus, não me deixo confundir por nenhuma destas coisas, porque se o conteúdo não for exclusivamente do Evangelho, podem banhar o Cristo de purpurina, a esse Cristo eu direi: Arreda-te em nome de Jesus!

Autorização me é dada por Jesus, me é reforçada pelos apóstolos e, especificamente, recomendada por Paulo, que diz que se vier qualquer outro evangelho vestido de qualquer coisa, mesmo que chegue impregnado de terminologia por nós conhecida, mas se negar o fundamento e a essência da graça de Deus, de que está tudo feito, realizado, pago, consumado por Jesus, não é Evangelho.

E Paulo disse que mesmo se viesse um anjo de luz anunciando isso ou aquilo, mesmo que os anunciadores se travestissem de ministros de justiça ele vai mais além mesmo que eu o próprio Paulo chegue aqui pregando outro evangelho que não seja esse, me repreendam! Chamem-me de Anátema! Pois é sob a recomendação de Paulo que eu estou dizendo em nome de Jesus, que o que se instituiu a nossa volta é anátema! É abominação!

E quem quiser continuar andando em conluio com isso saiba: está caminhando de mãos dadas com a pior feitiçaria já inventada na terra, que é essa praticada blasfemamente em nome de Jesus. Essa que provoca esse grande estelionato do Evangelho. É essa que tornou o termo igreja algo que define um agrupamento de assaltados pelos assaltantes mais sofisticados, venais e calhordas que já surgiu na história humana.

Quem quiser continuar com esse conluio, achando que basta cultuar a Bíblia, carregar o livro, dizer que você é um homem da Palavra porque carrega esse livrão, que nada mais é do que um best seller que endinheira organizações que vivem é da venda do produto sem preocupação com a absorção do conteúdo, se você quiser continuar andando neste caminho, ande, se enterre com a Bíblia! E vá para o inferno com a Bíblia sem Jesus no coração!

Está me achando radical? Meu irmão, o adágio popular diz que uma andorinha só não faz verão, mas quando o verão chega, até as andorinhas acovardadas têm que voar porque fica quente demais.

A minha esperança, que vim até aqui fazendo um voo meio solitário com alguns amigos e irmãos queridos, é que o calor do verão se torne insuportável, aí quem sabe as andorinhas acovardadas batam asas e descubram que ou a gente se une para virar esta estação ou o verão eterno vai nos queimar até que se torne completamente insuportável.

Mas é você que define se o seu caminho é o do clube ou se é o do caminho do Caminho.

Se a jornada é daqueles que se tornam seguidores contemplativos de Jesus ou se você se tornará um discípulo engajado. Se você é daqueles que vão preferir lamber e beijar afetivamente o engano da religião ou se você vai cuspir essa maldade e vai comer o Pão da Vida, e vai apenas se alimentar daquilo que seja puro e simplesmente Jesus. Porque o que não seja Jesus provoca digestão eterna no coração.

É só isso que eu tenho a dizer!

O mais é decisão de quem quer que seja grande e não esteja mais disposto a ficar brincando no presépio do cristianismo, se enganando enquanto diz que sonha todo dia com uma grande mudança, uma reforma na igreja.

Reforma de igreja só acontece com templo, em pedra. Ninguém põe remendo de pano novo em veste velha, disse Jesus. O vinho novo a gente não põe em odre velho, momentos novos, catarses definitivas demandam conteúdos e formas que se adéquem ao tempo, à hora e ao momento.

De modo que não vai dar nem para aproveitar alguma coisa. A nossa viagem vai ter que ser muito mais radical, se alguém quiser fazê-la, a gente tem que voltar para a simplicidade do Caminho, para as jornadas do Evangelho, para as práticas sem interpretações teológicas, para a simplicidade que prescinde dos hermeneutas e dos exegetas, porque o Verbo se fez carne e, agora encarnado, o Verbo se explica.
Jesus é o hermeneuta, Jesus é o exegeta, aquilo que eu não entendo daquilo que ele diz, eu compreendo pelo seu modo de agir. Porque ele não era esquizofrênico, tudo o que Ele diz Ele encarnou. Eu não preciso procurar o melhor professor de grego ou hebraico para poder entender o espírito do Evangelho. Vendo os movimentos de Jesus tocando a vida humana, o Evangelho se autoilumina para quem quer, para quem queira. Sempre foi assim!

Não se pode permitir que isso se torne diferente, nem para os presunçosos que acham que o Evangelho cabe na academia dos seus pensamentos iluminados por luz negra e nem mesmo noutro polo desta mesma situação que é a arrogância carismática neopentecostal imacumbada, bruxificada e perversa que transforma a fé em Jesus neste cristianismo de feiticeiros.

Já falei mais do que devia! As conclusões são suas! Que Deus nos abençoe!

Caio Fábio

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Transcrição: Tião Camilo
Revisão: Dora Ramos
Adaptação: Francisco Pacheco




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